
Nascido em Lisboa, em 1972, Pedro Amaral é actualmente um dos compositores internacionalmente mais activos da sua geração.
Aluno de Cristopher Bochmann, termina o curso de composição na Escola Superior de Música de Lisboa, em 1994. No mesmo ano instala-se em Paris, ingressando no Conservatório Nacional Superior de Música (CNSM), onde estuda sob a orientação de Emmanuel Nunes. Conclui o curso em 1998, com a obtenção do Primeiro Prémio por unanimidade do júri.
Segue depois o curso anual de informática musical no IRCAM, compondo, nos estúdios daquele instituto, Transmutations, para piano e electrónica em tempo real, estreada em Paris e programada em numerosos países da Europa e do Oriente. Desde então, Pedro Amaral trabalha com regularidade no IRCAM, tendo ali realizado diversas obras, nomeadamente como Compositeur en Recherche (2003/2004).
Paralelamente, desenvolveu trabalhos teóricos que conduziram à defesa de uma tese de mestrado sobre Gruppen, de Stockhausen, seguida de uma tese de doutoramento, centrada na problemática da forma aberta e assentando numa ampla análise de Momente – tese que defendeu em Paris (2003), com as mais altas classificações universitárias, e sobre a qual declarou Stockhausen (in Le Monde de la Musique, Setembro/2003): “Trata-se de uma obra excelente, com a qual muito aprendi”.
Pedro Amaral estudou ainda direcção de orquestra com Emilio Pomárico e Peter Eötvös. Recentemente, dirigiu na Opera de Tóquio (Março/2005) a estreia japonesa da sua obra Organa e, em Lisboa, a estreia portuguesa de Hymnen mit Orchester, de Stockhausen, frente à Orquestra Sinfónica Juvenil.
Compositor residente na Villa Medici em 2004/05 (o outrora denominado Prix de Rome), Pedro Amaral tem colaborado com numerosas formações, entre as quais a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Ensemble Intecontemporain, Quatuor Parisii (Paris), Ensemble Recherche (Freiburg), musikFabrik (Colónia), Remix Ensemble, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Coro Voces Coelestes, London Sinfonietta, bem como com grandes solistas como Christophe Desjardins, Pascal Gallois, Pedro Carneiro…
Na temporada (2005/06) destacam-se concertos monográficos em Itália (Roma e Nápoles); as estreias de Lenzi em Florença e Paraphrase em Londres e Lisboa (London Sinfonietta/Peter Eötvös); a estreia de Luminescences, para viola e ensamble em Lyon e Genève (retomada depois, ao longo do ano, em Cracóvia, Estrasburgo, Paris...). Como maestro, destacam-se ainda, em Lisboa, a direcção de uma série de “óperas curtas”, de jovens compositores, e a estreia sul-americana de Hymnen mit Orchester, frente à Orquestra Sinfónica Municipal de São Paulo.
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